A Justiça da Bahia decidiu levar a júri popular o caso que comoveu corredores e moradores de Salvador após a morte da policial rodoviária federal aposentada Martha Maria dos Santos. O acusado, João Victor Santos, de 20 anos, responderá perante o Tribunal do Júri pelo atropelamento ocorrido em outubro do ano passado, na Avenida Paulo VI, no bairro da Pituba.
Segundo as investigações, Martha treinava corrida no momento em que foi atingida por um veículo que trafegava na contramão. A ex-agente da PRF chegou a ser socorrida em estado grave para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu aos ferimentos e morreu dez dias depois, aos 60 anos.
A decisão judicial foi assinada nesta terça-feira (26) e ainda cabe recurso da defesa. A sentença de pronúncia acolheu a tese apresentada pela acusação e autoriza que o caso seja analisado por jurados populares.
De acordo com a Polícia Civil, o motorista fugiu do local sem prestar socorro à vítima e se apresentou posteriormente à delegacia. O inquérito aponta ainda que ele não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e conduzia um carro pertencente à mãe.
As investigações também indicam possível tentativa de ocultação de provas após o atropelamento, incluindo a troca de peças do veículo envolvido na colisão. O automóvel foi apreendido e passou por perícia.
A morte de Martha Maria gerou forte repercussão entre corredores de rua, amigos e integrantes das forças de segurança. Além da trajetória na Polícia Rodoviária Federal, ela era reconhecida pela atuação em ações sociais e por ter sido a primeira mulher a presidir o Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais da Bahia (SINPRF-BA).
Apaixonada pela corrida, Martha se preparava para disputar provas fora do estado e também sonhava em participar de mais uma edição da tradicional Corrida de São Silvestre.

Corre Bahia
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