Correr é uma das atividades físicas mais democráticas que existem, mas para evitar lesões e garantir evolução segura, o acompanhamento profissional faz toda a diferença. O educador físico e treinador Renato Maia, responsável por um grupo de corrida em Salvador, destaca a importância dos treinos personalizados, que levam em conta o perfil, os objetivos e o histórico de cada corredor.
“Os treinos devem sempre ser individualizados, com base no nível de aptidão do corredor, anamnese, objetivos e testes. Só assim é possível ter uma prescrição realmente segura”, explica Renato.
Segundo o treinador, um dos erros mais comuns de quem treina por conta própria está na falta de controle do volume e da intensidade.
“Muitos corredores exageram na quilometragem diária ou semanal e não respeitam os dias de treinos leves. Isso aumenta bastante o risco de lesões”, alerta.
O acompanhamento profissional, afirma Renato, é fundamental para organizar o ciclo de treinos de forma inteligente.
“O treinador ajuda na periodização, que é a distribuição correta de volume e intensidade de acordo com o objetivo do corredor. Esse equilíbrio é o que evita sobrecargas e melhora o desempenho.”
Antes de montar qualquer planilha, o profissional precisa avaliar o nível atual do atleta.
“A principal avaliação é a que determina a VAM (Velocidade Aeróbia Máxima). Existem testes específicos tanto para iniciantes, que estão saindo da caminhada, quanto para atletas de alta performance”, detalha.
Renato também ressalta o cuidado necessário no retorno de quem já sofreu lesões.
“Muitos corredores voltam tentando manter o ritmo que tinham antes de se machucar, e isso é um erro. É preciso respeitar o tempo do corpo, evitar sobrecargas e alinhar o retorno com o fisioterapeuta. Cada atleta responde de um jeito às cargas de treino”, explica.
A mensagem final do treinador é clara: ouvir o corpo e contar com acompanhamento profissional são as melhores estratégias para correr mais e se machucar menos.

Corre Bahia
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