Após cruzarem a linha de chegada, muitos corredores pegam quantidades exageradas de bananas, frutas, isotônicos, água e outros itens oferecidos pela organização. Em diversos casos, atletas chegam a colocar os produtos em sacolas e mochilas para levar para casa, ignorando completamente que outros participantes ainda estão concluindo a prova.
O problema afeta principalmente corredores de 10 km, 15 km, meia maratona e maratona, que muitas vezes chegam ao final do percurso e encontram mesas vazias ou com quantidade insuficiente de alimentos e bebidas para recuperação pós-corrida.
Apesar disso, não são raras as situações em que a culpa acaba sendo direcionada aos organizadores dos eventos. É evidente que toda prova precisa de planejamento e abastecimento adequado, mas também é impossível ignorar que atitudes egoístas de alguns participantes têm agravado o problema.
A corrida de rua sempre foi marcada pelo espírito de coletividade, respeito e superação. Porém, quando atletas agem sem consciência, pensando apenas em si próprios, o prejuízo vai além da falta de frutas ou isotônicos. O próprio ambiente esportivo acaba sendo afetado.
Organizadores de provas na Bahia já relatam dificuldades para controlar esse tipo de situação. Em alguns eventos, equipes precisaram limitar a entrega de itens justamente porque determinados corredores retiravam muito mais do que o necessário para consumo imediato.
O básico precisa ser lembrado: alimentação e hidratação pós-prova existem para recuperação dos atletas, não para abastecer sacolas. Corrida de rua não é feira livre. Respeitar quem ainda está na prova também faz parte do esporte.
Mais do que medalhas e tempos, corrida de rua também é sobre educação, consciência e respeito coletivo.

Corre Bahia
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