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Quarta-feira, 22 de Julho 2026
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Quem cortou caminho? Brasileiro Roberto Abrahão desenvolve sistema para identificar possíveis fraudes em maratonas

Ferramenta criada por Roberto Abrahão analisa parciais de tempo, cruza dados das provas e aponta indícios de atletas que podem ter encurtado o percurso em maratonas

Quem cortou caminho? Brasileiro Roberto Abrahão desenvolve sistema para identificar possíveis fraudes em maratonas
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Apaixonado por corrida, tecnologia e análise de dados, o brasileiro Roberto Abrahão transformou essas três áreas em um projeto que tem chamado a atenção da comunidade da corrida. Ele desenvolveu um sistema capaz de analisar resultados de maratonas e identificar possíveis casos de atletas que encurtaram o percurso durante as provas.

A ideia nasceu da experiência como auditor, aliada ao interesse por programação e produção de conteúdo. "Vi que ninguém analisava aqueles dados que estão disponíveis há tanto tempo. Juntei corrida, programação, análise de dados e produção de vídeos, e o projeto nasceu", conta.

A ferramenta utiliza as parciais de tempo disponibilizadas pelas organizadoras para identificar anomalias de desempenho. Após analisar milhares de resultados, o sistema seleciona apenas algumas dezenas de corredores com indícios de irregularidade. Depois, Abrahão compara os tempos com o mapa do percurso para verificar se pode ter ocorrido um corte de caminho.

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Segundo ele, alguns dos casos mais curiosos envolvem corredores amadores que registram, em determinado trecho da maratona, tempos superiores aos recordes mundiais dos 5 km ou dos 10 km.

"Quando isso acontece justamente em um trecho favorável para cortar caminho, é um forte indicativo de irregularidade", afirma.

Em alguns casos, ele confirmou a suspeita ao analisar o trajeto registrado pelo próprio atleta no Strava. Um dos episódios mais curiosos envolveu um corredor que substituiu o mapa original da atividade por uma imagem oficial do percurso da prova para esconder um possível atalho.

Para Abrahão, a tecnologia pode ser uma aliada dos organizadores. Ele defende análises automatizadas antes da homologação dos resultados e acredita que, no futuro, a inteligência artificial poderá cruzar imagens e dados da cronometragem para reforçar o combate às fraudes.

"Na dúvida, o resultado pode ficar pendente até uma análise manual. O objetivo é garantir provas mais justas e preservar a credibilidade das competições", conclui.

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