A prática regular de atividade física traz inúmeros benefícios para a saúde, mas quando treinos intensos são associados a uma alimentação insuficiente para atender às necessidades do organismo, o corpo feminino pode dar sinais de alerta. Entre eles estão alterações no ciclo menstrual e até a ausência da menstruação.
A ginecologista e especialista em reprodução humana Graziele Reis explica que o desequilíbrio entre o gasto energético e a alimentação pode interferir no funcionamento hormonal responsável pela ovulação.
“Diante desse cenário, pode ocorrer uma desregulação dos hormônios do eixo hipotálamo-hipófise-ovário, alterando a produção dos hormônios que estimulam a ovulação. Com isso, algumas mulheres podem apresentar ciclos menstruais mais longos ou até ausência de menstruação”, explica.
Para quem corre e pretende engravidar, essas mudanças merecem atenção. Segundo a especialista, a alteração hormonal pode fazer com que a mulher deixe de ovular regularmente, afetando a fertilidade.
“Se a paciente não está ovulando de forma regular, os ciclos podem ficar mais longos e ela pode até deixar de menstruar. Consequentemente, isso pode levar a uma redução da fertilidade”, afirma Graziele.
Quando procurar o ginecologista?
Ciclos cada vez mais longos, redução significativa do fluxo ou ausência de menstruação por mais de três meses são sinais que precisam ser investigados.
“Nesses casos, é importante procurar um ginecologista para uma avaliação. Precisamos investigar e excluir outras possíveis causas, como gravidez, síndrome dos ovários policísticos e outras condições”, orienta.
Para as corredoras, acompanhar o ciclo menstrual também é uma forma de observar como o organismo responde aos treinos. Alterações importantes ou persistentes merecem avaliação médica.

Corre Bahia