A alta da tensão no Oriente Médio já começa a impactar o mercado brasileiro de calçados esportivos. Segundo Pedro Bartelle, CEO da Vulcabras, dona da Olympikus e responsável pelas operações da Mizuno e Under Armour no país, o aumento do preço do petróleo provocou uma elevação nos custos de produção e já levou a reajustes em alguns modelos de tênis.
A declaração foi dada em entrevista à revista Exame. De acordo com o executivo, matérias-primas utilizadas na fabricação de calçados, especialmente espumas e componentes presentes em entressolas e solados, têm forte relação com derivados do petróleo. Com a disparada da commodity no mercado internacional, os custos da indústria também aumentaram.
Mesmo com cerca de 80% dos insumos adquiridos no Brasil, a empresa não ficou imune aos reflexos do cenário global. Segundo Bartelle, alguns reajustes já foram aplicados e novos aumentos poderão ocorrer caso a instabilidade geopolítica continue pressionando os preços da energia e das matérias-primas.
A notícia chama atenção do universo da corrida de rua, que vive um momento de forte crescimento no Brasil. Nos últimos anos, a Olympikus ampliou sua presença entre corredores com a linha Corre, tornando-se uma das marcas mais populares em treinos e competições.
Para quem está pensando em trocar de tênis nos próximos meses, o cenário pode representar preços mais altos, especialmente nos modelos de performance. O movimento também mostra como conflitos internacionais podem gerar impactos diretos no dia a dia dos corredores brasileiros, afetando desde a produção até o valor final dos equipamentos esportivos.
Além da crise internacional, a Vulcabras monitora fatores como inflação, eleições e a proximidade da Copa do Mundo, que podem influenciar o comportamento do consumo no país. Para o setor esportivo, a expectativa é que o interesse crescente pela prática esportiva continue sustentando a demanda, mesmo em um cenário econômico mais desafiador.

Corre Bahia
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